Evolução da SOA passa por simplificação, diz Microsoft
 
Por Marco Aurélio Gois dos Santos
De uma ciência altamente complexa e usada apenas por grandes organizações de TI, com infra-estrutura muito especializada, para uma composição de serviços com base em padrões para ser utilizada por empresas e projetos de TI de todos os portes. Essa é a visão de Kris Horrocks sobre a evolução da SOA (service-Oriented Architecture, ou Arquitetura Orientada a Serviços). De acordo com o gerente de produtos da Microsoft, o conceito de SOA vai aos poucos deixando de ser uma arte quase esotérica para se transformar em disciplina acessível a todos.

Horrocks lembra outros conceitos e tecnologias que passaram pelas mesmas fases de desenvolvimento até atingirem a maturidade atual, como portais corporativos ou BI (business intelligence). Ele vê SOA como um conceito ainda muito complexo, mas que deve se simplificar para evoluir. "Não importa quantos serviços você tenha, um serviço não tem valor se não for utilizado para fazer algo importante para o negócio", afirma o executivo.

Ele cita o exemplo da British Petroleum, uma das maiores empresas petrolíferas do mundo. A companhia conta com uma grande quantidade de ativos de alto valor, como plataformas, sondas e navios petroleiros. Com o desafio de gerenciar os riscos a que esses ativos estavam expostos por conta de eventos climáticos (furacões, por exemplo), a empresa desenvolveu uma solução de "mashup", unindo numa mesma visão informações de origens internas e externas. A aplicação conta com dados climáticos do mundo todo, mapas diversos e informações dos sistemas corporativos.

No estágio atual, construir uma ferramenta com toda essa diversidade de origens de dados é algo ainda muito complexo. Horrocks acredita que os fornecedores de aplicativos devem trabalhar para oferecer soluções que simplifiquem essa interoperabilidade.

Fonte: http://www.decisionreport.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=2687&sid=29